Now Reading

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Re: Now Reading

Mensagempor Fringway em 06 Out 2017, 16:40

Pois é, Vik, eu também tento acompanhar um pouco essas premiações, mas é difícil demais, tem muita coisa e meu tempo é muito pequeno. Tô com uma caralhada de livros na estante, talvez nem precise comprar livro ano que vem. E o pior é que eu acabo comprando quando vejo algo interessante a um preço bom. Mas tenho que me segurar, porque tá osso demais gastar tanto dinheiro!

Eu me segurei para não fazer uma sessão Canudos. Não tenho tempo pra isso, mas fiquei com vontade de ler Os sertões, depois cair para um livro que o Mário Vargas Llosa escreveu após ler Os sertões e que se passa durante a Guerra de Canudos (acho que ele fez uma outra versão da história) e depois pegar um outro livro do Sándor Márai (Veredicto em Canudos), que ele escreveu após se apaixonar pela história de O Sertões, mas, por achar que alguns personagens eram inverossímeis, resolveu escrever a versão mais convincente, para ele, obviamente, do que aconteceu em Canudos.

Quanto às premiações de sci-fi, o Hugo e o Nebula sempre trazem excelentes livros! Quando estou à fim de ler algo do estilo, mas não sei o que, abro a lista dos caras e procuro algo que me agrada!
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Re: Now Reading

Mensagempor Vikström em 06 Out 2017, 18:45

Oloco, bicho, não sabia desse livro do Márai sobre Canudos. :loco:

Crazy demais, dei uma googleada aqui e achei a sinopse da editora:
O escritor húngaro Sándor Márai chegou ao final de Os sertões, de Euclides da Cunha, entre exausto e extasiado. Fascinado pela história do combate entre as forças republicanas e o arraial de Antônio Conselheiro, no sertão da Bahia, decidiu escrever o que ele acreditava ter ficado "de fora" do livro. Como ele mesmo declarou, depois de ter finalizado sua leitura, era como se tivesse estado no Brasil.
Veredicto em Canudos é fruto desse ímpeto criativo que atingiu Márai. Escrito no final dos anos 60 a partir da leitura da tradução inglesa de Os sertões, o livro foi publicado em húngaro no Canadá, em 1970. O romance conta a história de um ex-cabo do Exército brasileiro que relembra, meio século depois, o dia em que as forças do governo arrasaram o arraial do Conselheiro. As questões que Márai levanta são de uma atualidade surpreendente, como a dificuldade em discernir de que lado estão a civilização e a barbárie quando um combate apaga as fronteiras entre o bem e o mal, massacrando o lado mais fraco.
Como observa o romancista Milton Hatoum, que assina a orelha do livro, "esse Veredicto é ao mesmo tempo um alento e um desafio, pois 'o impossível é a única coisa em que vale a pena acreditar'".


O que sempre me surpreende em casos como esse é: como essa galera pesquisava essas coisas sem internet? :lol:

Seja como for, já adicionei à wishlist aqui, parece foda!

MarduK escreveu:
Vikström escreveu:A Doris Lessing, que ganhou o Nobel acho que em 2007, já tinha seguido esse caminho, mas diferente do Ishiguro ela mergulhou de cabeça nesse mundo. Acho que dá pra achar em sebos alguns livros da série Canopus in Argos, que foi traduzida há muito tempo no Brasil.

https://en.wikipedia.org/wiki/Canopus_in_Argos


Eu tenho Shikasta na minha estante. Já tem alguns meses. Me foi indicado como sendo um material que continua bem atual a relevante, mesmo tendo sido escrito em 1979.


Massa! Quando você ler, volta aqui e compartilha as impressões. A gente descobre muita coisa nessas discussões.
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Re: Now Reading

Mensagempor Fringway em 06 Out 2017, 19:12

Vikström escreveu:Oloco, bicho, não sabia desse livro do Márai sobre Canudos. :loco:

Crazy demais, dei uma googleada aqui e achei a sinopse da editora:
O escritor húngaro Sándor Márai chegou ao final de Os sertões, de Euclides da Cunha, entre exausto e extasiado. Fascinado pela história do combate entre as forças republicanas e o arraial de Antônio Conselheiro, no sertão da Bahia, decidiu escrever o que ele acreditava ter ficado "de fora" do livro. Como ele mesmo declarou, depois de ter finalizado sua leitura, era como se tivesse estado no Brasil.
Veredicto em Canudos é fruto desse ímpeto criativo que atingiu Márai. Escrito no final dos anos 60 a partir da leitura da tradução inglesa de Os sertões, o livro foi publicado em húngaro no Canadá, em 1970. O romance conta a história de um ex-cabo do Exército brasileiro que relembra, meio século depois, o dia em que as forças do governo arrasaram o arraial do Conselheiro. As questões que Márai levanta são de uma atualidade surpreendente, como a dificuldade em discernir de que lado estão a civilização e a barbárie quando um combate apaga as fronteiras entre o bem e o mal, massacrando o lado mais fraco.
Como observa o romancista Milton Hatoum, que assina a orelha do livro, "esse Veredicto é ao mesmo tempo um alento e um desafio, pois 'o impossível é a única coisa em que vale a pena acreditar'".


O que sempre me surpreende em casos como esse é: como essa galera pesquisava essas coisas sem internet? :lol:

Seja como for, já adicionei à wishlist aqui, parece foda!

Também me pergunto isso. Mas às vezes tenho a impressão que a falta de distrações permite a galera a procurar mais. Antes devia ter muita revista sobre literatura e vários livros brasileiros famosos eram traduzidos. Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Machadão, etc., etc., você encontra em inglês, francês, alemão, etc. Bem bacana!

Esse livro parece ser foda mesmo! Caso você não conheça, o livro do Llosa, A guerra do fim do mundo, também parece ser bem legal!

Devaneando um pouco sobre ser culto mesmo sem internet, eu me lembro de como eu ficava surpreendido quando consultava autores jurídicos clássicos como Nélson Hungria e Pontes de Miranda. Nas bibliografias, tinha livro em várias, várias línguas diferentes. Os caras escreviam uma quantidade absurda e estudavam várias línguas para estudar o direito de outros países, porque não tinha tradução de muita coisa. Ver o tanto que esses caras se dedicaram é uma coisa meio absurda pra mim. Principalmente o Pontes de Miranda, com os 45 ou mais volumes de Direito Civil dele. Além de ele já ter trocado cartas com o Einstein para debater astrofísica. Ou seja, loucura.
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Re: Now Reading

Mensagempor Vikström em 08 Out 2017, 19:13

Esse livro do Llosa eu tenho aqui, mas são mais de 700 páginas, ainda não tive coragem de enfrentar. A bem da verdade, desde o Anna Kariênina eu estou me abstendo de calhamaços, acho que preciso respirar um pouco. :lol:

Muito legal esse exemplo que você deu dos pensadores da sua área. É esse tipo de coisa que admiro, essa ponte entre diversas áreas ára a construção do próprio pensamento. Não que isso não exista hoje, onde a informação está em todo lugar, mas percebo isso em muitos autores das antigas e acho que era justamente um movimento para tentar sair do lugar-comum em cada campo.
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Re: Now Reading

Mensagempor Keeper em 11 Out 2017, 21:06

Atualmente estou lendo este, o antepenúltimo volume dessa famosa série da literatura brasileira:

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Re: Now Reading

Mensagempor Valderrama em 13 Out 2017, 00:21

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Re: Now Reading

Mensagempor Monochromatic Stains em 14 Out 2017, 11:26

Fringway escreveu:Pois é, Vik, eu também tento acompanhar um pouco essas premiações, mas é difícil demais, tem muita coisa e meu tempo é muito pequeno. Tô com uma caralhada de livros na estante, talvez nem precise comprar livro ano que vem. E o pior é que eu acabo comprando quando vejo algo interessante a um preço bom. Mas tenho que me segurar, porque tá osso demais gastar tanto dinheiro!

Eu me segurei para não fazer uma sessão Canudos. Não tenho tempo pra isso, mas fiquei com vontade de ler Os sertões, depois cair para um livro que o Mário Vargas Llosa escreveu após ler Os sertões e que se passa durante a Guerra de Canudos (acho que ele fez uma outra versão da história) e depois pegar um outro livro do Sándor Márai (Veredicto em Canudos), que ele escreveu após se apaixonar pela história de O Sertões, mas, por achar que alguns personagens eram inverossímeis, resolveu escrever a versão mais convincente, para ele, obviamente, do que aconteceu em Canudos.


Engraçado é que a gente lê vários livros e sempre esquece de ler alguns clássicos como Os Sertões, tava lembrando aqui que ainda não li. Outro que preciso ler é Grande Sertão: Veredas.

Sobre o Nobel também fiquei surpreso com a escolha do Kazuo Ishiguro, mas uma escolha bem melhor que a do ano passado. :lol:
Esperava que algum desses escritores aqui ganhasse: László Krasznahorkai, Amós Oz, Péter Nádas, Ismail Kadare ou mesmo algum americano como o Philip Roth, Cormac McCarthy ou Don DeLillo.
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